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  • Comecei nesse mundo lá por 2004 quando a divisão era debianos e slackeiros (Mandriva era coisa de gente presa no mundinho acadêmico ou das grandes empresas), e eu nunca entendia a graça das distros, já que era só usar o instalador comum (Debian, digamos) e selecionar o que queria, distros famosas sempre tiveram defaults horríveis pros péssimos computadores brasileiros, coisa tipo Kurumin acabava péssimo em hardwares vagabundos tipo PC-Chips da época com pouca ram, só riquinho podia se dar ao luxo de pegar qualquer distro e deixar no default, mesmo as light tinham firula aos milhões.

    Depois migrei pro OpenSuse porque foi o primeiro a ter instalador de pacotes estilo loja, uma lista grande pra selecionar e ele baixar e instalar sozinho, e geralmente era o único jeito de ter desempenho bom em hardware ruim, mesmo distro supostamente light sempre pesava pra caralho por pura firula (Visual geralmente, como se tivesse relevância ter botão arredondado num navegador quando o conteúdo que interessa pro usuário é o site, NÃO o navegador).

    Só recentemente com DamnSmall e Puppy é que saí do openSuse, aí sim teve distro que pronta já tá ok pra tudo, mas levou uns 15 anos pra ter motivo real pra sair de grandes distros, ter que ficar reinstalando toda hora era problema de hardware MUITO problemático, em 2007-2008 já era muito raro criar problema em hdd a pronto de precisar reinstalar, até Windows parou de precisar formatação anual lá por 2007-2008 porque os hardwares POPULARES melhoraram, aí perder um tempo a mais em distro completa não era problema e sim solução, em distro supostamente minimalista tinha que sair procurando receitas de bolo cada uma pra uma distro diferente, porque o default NUNCA foi grandes coisas pra usuário comum (Programador pensa que todo mundo é programador, por exemplo muita distro cometia a burrice de vir com compilador mas não com leitor de pdf).










  • Desengripante é ralo, fino demais, tem viscosidade baixa demais, então ele escorre rápido. Usar isso em rolamentos é mais gambiarra que reparo. Geralmente com umas 100h de uso escorre tudo e volta a fazer barulho (Se o problema for rolamento).

    O reparo pra barulho em rolamento é coisa de viscosidade mais alta, idealmente graxa, mas pode ser óleo 140 ou óleo 90 (Câmbios de carro usam).

    Então se só usaram desengripante, me parece pessoal acostumado a fazer quebra-galhos, não reparo decente.

    (Se o outro roncava e não girava, provavelmente era capacitor, normal ele secar depois de uns anos de calor, custa R$ 10-30 em comércio local, então esse tipo de problema é super simples reparar, não tem como fazer gambiarra como o desengripante)

    Alias, as vezes tem resto de graxa, mas o desengripante escorre ela, as vezes atrapalha mais que ajuda. Usuário leigo fazer isso é normal, uma batida de spray a cada 3-6 meses, mas cobrar pra fazer tapa-buracos rápido assim é sacanagem.


  • Ainda que o multímetro não seja tRMS, já tenho mais confiança para tentar colocar um teste de stress e ver se o sistema mostra algum sinal de instabilidade

    Isso. Uma coisa interessante que ocorre quando tem mal-contato em conector (Entre fonte e placa-mãe) ou trilha chamuscada na placa-mãe, é que a tensão não cai medindo no multímetro no conector da fonte, mas medindo nos componentes no VRM (Módulo regulador de tensão), tipo em mosfet com VRM da CPU, aí tá lá digamos 10V e no conector tem 12V.

    Hoje tá raro, em placas de 10 anos atrás ou mais velhas era mais comum, até quebrada solda de pino da fonte, porque como tinha que meter limpa-contatos direto em ram, pessoal vivia encaixando e desencaixando. Quebravam até conectores sata, quando o problema era só ram. Enfim, nessas soldas quebradas nos pinos só tinha queda significativa de tensão hora que a placa-mãe consumia muito, as vezes resetava em boot porque a CPU ia a 100% de uso justo no boot.

    Se ver tensão nesses softwares alterando conforme o uso de CPU, ram e GPU, aí seria bom conferir com multímetro em outras partes da placa, apesar de ser raro hoje (Especialmente em 2 placas) se tiver tempo, é um bom uso do tempo.


  • Com sensor no linux não posso te ajudar, mas recomendo arranjar pelo menos multímetro bom emprestado pra conferir se eles estão minimamente certo. Coisa mais comum é eles mostrarem tensão errada até na bios, hora que pluga multímetro true-rms tá lá a tensão normal (Idem pra osciloscópio portátil, mostra ripple que geralmente é bem faz sensor errar, quanto maior o ripple maior o erro em software).

    Já levei cada susto em bios, vendo digamos 15V numa linha, que iria queimar HDD em poucos segundos, a ponto de arrancar computador da tomada, aí meço (Multímetro true-rms não é muito caro) e tá com tensões normais, é só sensor errando feio (O da temp. da CPU não erra tanto porque é “calibrado” na fabricação do processador, mas os em placa-mãe não tem isso então é normal errar feio).





  • Se o ano tem 525600 minutos, o servidor fica online pelo menos 99,11% disso, que dá 520922 minutos. Ou que ele fica offline 4677 minutos por ano, que dá 78h, ou 3 dias.

    Pode parecer muito tempo online, mas 3 dias offline por ano pra uns serviços comerciais é muito (quando se vende X mil R$ por hora de serviço online, como ecommerce).

    Pra apenas marcar presença, tipo site corporativo, é irrelevante, não são 3d direto, é alguma hora por semana, geralmente em horário de pouco tráfego tipo madrugada.

    Muito provedor de internet tem reboot de roteamento, autenticação ou border quase todo dia, com uns minutos sem internet, e na soma anual também dá 2-3d sem internet e a grande maioria dos usuários nem nota.

    Aqui teve muito offline pra atualização de versões, site que não dá lucro não tem pressa pra atualizar tudo e subir instância de volta em 5 minutos.




  • E em matéria de geração distribuída, lembra que como temos mais sol (Equivale a digamos 6h de geração por painel numas regiões, contra 4,5h em boa parte dos EUA, Europa e China), mesmo com carga tributária temos mais captação por cada US$ investido em energia solar doméstica.

    Se gasta digamos US$ 1 mil aqui, capta digamos 250kWh.mês, com os US$ 1 mil nos EUA ou China captaria talvez nem 180kWh.mês, usando dados muito hipotéticos (Na verdade fica pior porque precisa gastar muito mais lá pra colocar painéis em telhados, aqui os telhados tem estrutura razoável, e não é raro estar em ângulo perfeito pra inclinação dos painéis).

    Na prática a gente tem situação muito confortável pra essas coisas. Até pra água doméstica cinza, podemos ter fossa séptica em boa parte do país, ao mesmo tempo que poço de baixo custo é possível pra uso em quintal de cia (Os gramados que gringo adora, mas que burramente irriga com água tratada, como se planta gostasse de cloro).



  • Outra coisa, vi que usar ar condicionado como desumidificador não é tão eficiente, inclusive no manualmente do meu AC menciona isso

    Usar só pra desumidificar nunca vi, mas na maior parte do Brasil é quente pra caralho, então resolve 2 problemas de uma vez, resolve temperatura alta e resolve umidade alta.

    Agora em época que a umidade tá nos 30% a noite, meu ar de janela conseguiria tirar ainda mais de 1l por noite nas poucas horas que uso, e só armazenar a água coletada na saída e medir, eu coloco um baldinho pra jogar nas plantas depois, aí sempre vejo água lá de manhã quando uso o ar. Geralmente meto umidificador pra garganta não secar, e ele mete no quarto uns 4-5 litros de água, mas o ar-condicionado captura do ar uns 5-6l de noite, parece uma guerra entre o umidificador e o ar-condicionado, e o ar vence a guerra, a água do umidificador acaba, aí o ar deixa a umidade ainda mais baixa que antes.

    (Daqui umas semanas começa a umidade de 15% aqui, difícil não ter garganta arranhando o dia todo assim, é um balança complicada entre umidade alta, baixa, e temperatura, eu olho mais vezes pra higrômetro e termômetro que pra relógio todo dia)